Polícia detém sete suspeitos de estupro coletivo de jovem de 16 anos

Agentes da 31ª DP (Ricardo de Albuquerque) prenderam em flagrante três homens e apreenderam quatro menores de idade suspeitos de envolvimento no estupro coletivo de uma jovem de 16 anos, em Ricardo de Albuquerque, Zona Norte do Rio. De acordo com o delegado Renato Perez, o crime ocorreu na noite de segunda-feira, a dois quarteirões de distância da delegacia. Segundo relato da vítima, ela concordou em fazer sexo com um ex-namorado, mas foi surpreendida por outros homens ao chegar no local.

— Na terça-feira, ela veio na delegacia, e a delegada plantonista já ligou para o chefe de investigação. Eu também vim para a DP, e iniciamos as diligências. Ela conhecia alguns deles e, em cima disso, caímos em campo. Quando pegamos os primeiros, eles identificaram os outros, e na manhã de terça, fechamos todas a prisões — explicou o delegado, que representou pela prisão preventiva dos três maiores de idade, dada a periculosidade dos acusados, atesta o Extra.

Dois dos suspeitos têm antecedentes por roubo. Depois das prisões, os delegados iniciaram o trabalho de proteção à vítima — que envolve a ingestão de coquetéis antivirais e o exame no Instituto Médico Legal. Os três maiores serão encaminhados à Polinter para uma audiência de custódia que deve ocorrer ainda nesta quarta-feira. Os três adolescentes serão apresentados ao Juizado da Infância e da Juventude.

De acordo com Peres, a vítima foi “totalmente transparente” no relato à polícia. Ela aceitou ter relações sexuais com um ex-namorado. Ao chegar no local, percebeu a chegada de outros quatro indivíduos. Mais dois homens se juntaram ao grupo — estes últimos não estupraram a jovem, mas nada fizeram para impedir e, por isso, também foram enquadrados no crime.

— Quando ela conseguiu se desvencilhar, veio com parentes registrar o crime. Ela já foi vítima de estupro aos 9 anos, e hoje mora com a tia, porque a mãe tem problemas mentais. No depoimentos, alguns ficaram em silêncio, e outros partiram para aquela tese normal de que tudo foi consentido — relatou o delegado.

Segundo Perez, só falta a perícia do local do estupro para concluir as investigações.

05/07/2017

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