Canal do Sertão: Desafio de Renan Filho é ajustar contratos com financiadoras de campanha

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O resultado da mais nova auditoria do Tribunal de Contas da União em cima das licitações dos trechos 3, 4 e 5 do Canal do Sertão exigirá do governador Renan Filho (PMDB) uma posição: as obras são tocadas por construtoras que financiaram a campanha dele- A OAS, que doou R$ 1,910 milhão e a Queiroz Galvão, R$ 1,745 milhão.

O que quer o tribunal? A repactuação dos contratos, que não foram assinados por Renan Filho e sim na era Téo Vilela.

O termo usado pelos técnicos no relatório é: sobrepreço.

O trecho três foi inaugurado no começo do mês pela presidente Dilma Rousseff; o quatro está 38% concluído e o cinco ainda não começou.

Qual o principal problema? A diferença na metodologia usada pelo TCU e a Secretaria de Infraestrutura em Alagoas.

O quê foi feito? O Governo fez um seguro anticorrupção, depositando R$ 66,1 milhões como garantia de execução do trecho três.

Mesmo assim continuaram as divergências entre técnicos dos dois lados sobre os critérios de medição, referentes a transporte e escavação.

Daí vem cálculos divergentes entrando o sobrepreço- na linguagem do TCU- de R$ 37 milhões no trecho três, R$ 34 milhões no trecho quatro, e pouco R$ 48 milhões, no cinco.

E agora?

Renan Filho terá de sentar à mesa com os próprios financiadores de sua campanha e passar a régua nos contratos do Canal do Sertão.

A obra pode ser tocada adiante?

Sim, porque o TCU é um tribunal que não decide apenas recomenda ao Congresso a paralisação.

Daí vem o desgaste público.

Renan Filho não é só ele mesmo e sim Renan Calheiros, presidente do Congresso, com duas das construtoras do Canal citadas na Operação Lava Jato.

O Governo terá de fabricar mais corda para costurar um acordo diplomático para todos os lados.

Repórter Alagoas

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